Depois de conseguir colocar as atividades remotas de pé, o que já foi um grande ganho, agora as escolas têm um novo desafio. Como realizar o processo avaliativo sem gerar mal estar entre os alunos, garantindo legitimidade (sem copia e cola) de maneira que todos os professores consigam fazer?

De fato, estamos fazendo uma revolução na educação presencial em poucos dias. Nós do Simplifica não temos a receita de como fazer, mas temos algumas dicas do que não fazer. Será que ajuda?

Não invente moda: neste momento não vale a pena inventar mil e uma estratégias de avaliação que você nunca utilizou ou mesmo recursos tecnológicos que não são habituais. Alunos e professores ficarão perdidos. Então é melhor simplificar. Nestas horas, menos é mais.

Não faça transposição

O modelo remoto não é igual ao presencial nem igual ao Ead, assim não dá para simplesmente fazer uma transposição dos modelos de avaliação e continuar tudo igual. Não vai dar certo.

Cada um do seu jeito

Outra coisa que não vai bem é deixar cada professor fazer do seu próprio jeito sem criar um padrão, seja dos critérios, do peso da avaliação, das estratégias ou dos recursos. Dar referências mínimas é altamente recomendado.

Muito difícil

A mudança no processo de ensino e aprendizagem necessita também de flexibilidade nos processos avaliativos. Fazer avaliações com nível de complexidade muito acima das competências adquiridas pelos alunos durante a quarentena pode gerar diversos problemas para as instituições e para os estudantes. É preciso calibrar e ponderar.

Muito fácil

Fazer só por fazer também não é o caminho. Questionários e questões objetivas são atividades mais simples de executar e mais fáceis de serem compartilhadas entre os alunos. Questões muito simples podem levar o estudante a falta de motivação e a não compreensão do processo avaliativo.

Toda a avaliação tem um propósito, é importante não perder de vista o seu objetivo. Mais do que cumprir uma etapa no calendário escolar é preciso entender que a avaliação tem por finalidade avaliar as competências que os estudantes atingiram ou não durante o processo. Precisamos considerar que com as mudanças do sistema pedagógico, ocasionada pela transposição do ensino presencial para o sistema remoto, exigiram adaptações dos plano de ensino, das metodologias e consequentemente das habilidades e competências adquiridas durante o período.

Karina Nones Tomelin